Clarice Niskier

Clarice Niskier estreou no Teatro Tablado em 1981, na peça “Tambores na Noite”, de Bertold Brecht, sob a direção de Dina Moscovitch, no Rio de Janeiro. Em seguida, foi convidada a participar da peça “Porcos Com Asas”, de Mauro Rádice e Lidia Ravera, sob a direção de Mario Sérgio Medeiros, interpretando a sua primeira protagonista, em 1982, no Teatro Cacilda Becker.

Trabalhou na Companhia “Tem Folga na Direção”, sob a direção de Antônio Pedro nas peças “Cabra Marcado Pra Correr”, (Judas em Sábado de Aleluia), de Martins Pena, e “Tá Ruço no Açougue” (Santa Joana dos Matadouros), de Brecht. Ainda nos anos 80, trabalhou com o Grupo Pessoal do Despertar, no Parque Lage, atuando na peça “O Círculo de Giz Caucasiano”, também de Brecht, sob a direção de Paulo Reis; trabalhou com a premiada diretora do Grupo Navegando, Lucia Coelho, em diversas peças infantis; com Bia Lessa, na peça “Os Possessos”, de Dostoievski, e com Amir Haddad, em “Faces, o Musical”.

Nos anos 90 atuou na peça “Bonitinha, Mas Ordinária”, de Nelson Rodrigues, sob a direção de Eduardo Wotzik e em seguida na peça “Confissões das Mulheres de Trinta”, texto coletivo, sob a direção de Domingos Oliveira. Com estes dois diretores desenvolveu uma longa parceria. Com Eduardo Wotzik fez também “Yerma”, de Federico Garcia Lorca, “Tróia”, de Eurípedes, que lhe valeu as indicações para os Prêmios Shell e Mambembe de Melhor Atriz em 93. E, com Eduardo, fez também seu primeiro monólogo: “Um Ato Para Clarice”, coletânea de textos de Clarice Lispector, além da peça “Equilíbrio Delicado”, de Edward Albee. Com Domingos Oliveira, atuou ainda na peça “Buda”, de autoria da própria atriz, seu segundo monólogo. E nas peças “Confissões das Mulheres de Quarenta”, texto idealizado e escrito pela atriz sob a orientação dramatúrgica de Domingos Oliveira e colaboração das atrizes Priscilla Rozenbaum, Dedina Bernardelli e Cacá Mourthé; atuou também na peça “Isabel”, de Aderbal Freire-Filho e nas peças “Amores” e “Primeira Valsa”, ambas de autoria do próprio Domingos Oliveira.

A partir do ano 2.000 trabalhou nas seguintes peças: “A Memória da Água”, de Shelagh Stephenson, sob a direção de Felipe Hirsh; “O Caso da Rua ao Lado”, de Eugène Labiche, sob a direção de Alberto Renault; “Antônio e Cleópatra”, de Shakespeare, sob a direção de Paulo José; “Tudo Sobre Mulheres”, de Miro Gavran, sob a direção de Ticiana Studart, que lhe rendeu a sua segunda indicação para o Prêmio Shell de Melhor Atriz, em 2006; e na peça “A Alma Imoral”, sua adaptação do livro “A Alma Imoral”, de Nilton Bonder, sob a supervisão de Amir Haddad, que estreou no Espaço Sesc-Copacabana, em junho de 2006. “A Alma Imoral” recebeu indicação para vários prêmios, entre eles os Prêmios Eletrobrás de Melhor Espetáculo, Melhor Atriz e Melhor Figurino. E lhe rendeu sua terceira indicação para o Prêmio Shell de Melhor Atriz, sendo a ganhadora deste prêmio em 2007. Clarice ganhou também o Prêmio Qualidade Brasil de Melhor Atriz – Drama SP em 2008, por sua atuação em “A Alma Imoral”, que cumpriu temporada na capital paulista de março de 2008 a setembro de 2011, apresentando-se também em algumas cidades do interior do Estado de SP. Em 2009, A Alma Imoral fez parte da programação da Virada Cultural da Cidade de São Paulo. A peça A Alma Imoral continua em cartaz no Rio e em SP, em 2014.

Clarice Niskier atuou em 2009 na peça “Maria Stuart”, no CCBB de Brasília e do Rio de Janeiro, sob a direção de Antonio Gilberto. Enquanto atuava em São Paulo em seu premiado monólogo “A Alma Imoral”, representava a Rainha Elizabeth, texto de Schiller, ao lado de Julia Lemmertz. O que lhe rendeu uma bonita matéria na Folha de S. Paulo sob o título: “Sem Folga, Atriz alterna Trono e Nudez”.

Clarice tem ainda em seu currículo várias participações em programas de televisão, como a personagem Alzira da novela “Ciranda de Pedra”, de Alcides Nogueira, na TV Globo, sob a direção de Denise Saraceni, em 2009; e em 2011 uma participação especial na novela “Araguaia”, de Walther Negrão, também na TV Globo, interpretando a divertida Irmã Dulce. Clarice fez ainda uma participação especial num dos episódios da série “Macho Man”, na TV Globo, interpretando uma terapeuta corporal alternativa ao lado de Marisa Orth e Jorge Fernando; e também na série “As Brasileiras”, de Daniel Filho, ao lado do casal Malvino Salvador e Sophie Charlotte.

Participou de vários filmes, entre eles, “Amores” e “Feminices”, de Domingos Oliveira. E “A Viagem de Volta”, direção de Emiliano Ribeiro.

Clarice Niskier ministra também cursos de teatro, tendo em seu currículo aulas para executivos da IBM (RJ) e (SP) e IBGE (RJ). A atriz é frequentemente convidada para falar em eventos empresariais sobre sua experiencia como atriz e como autora da adaptação da peça “A Alma Imoral”. Clarice escreve roteiros teatrais para eventos corporativos. E realiza leituras de roteiros adaptados para o teatro de livros de vários autores, em eventos corporativos em SP. Foi colaboradora da revista Lola Magazine, da Ed. Abril e tem artigos publicados na Revista IDE, publicação da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo. Clarice Niskier tem formação em Jornalismo, na P.U.C do Rio de Janeiro. Trabalhou no Jornal do Brasil por dois anos e no Jornal Repórter também por dois anos, enquanto cursava a Faculdade. Estudou no Colégio São Vicente de Paulo e na Escola Israelita Brasileira Eliezer Steinbarg.

A atriz foi professora titular do Curso de Formação de Atores da UniverCidade (RJ), tendo sido eleita pelos alunos para diretora da peça de formatura da turma, no período em que trabalhou lá. Em publicidade, Clarice realizou a bem sucedida campanha “Dinorah da TVA”, campanha publicitária de grande sucesso nos anos 90, que permaneceu dois anos no ar em todos os canais de televisão, principalmente no Rio, e que recebeu vários prêmios em sua categoria.

Em 2011, Clarice Niskier dirigiu a peça “Aquela Outra”, de Licia Manzo, com as atrizes Cristina Flores e Tania Costa; em 2012 e em 2014 atuou na peça “O Lugar Escuro”, de Heloisa Seixas, ao lado de Camilla Amado, Laila Zaid e Isabella Dionísio. Em 2013, codirigiu com Maitê Proença e Amir Haddad a peça “À Beira do Abismo Me Cresceram Asas”, além de continuar em cartaz com a peça A Alma Imoral.

Em novembro de 2014 estreou um novo monólogo “A Lista”, da autora canadense, Jennifer Tremblay, no Teatro Eva Herz – SP. Foi indicada ao Prêmio Shell de Melhor Atriz – SP 2015, pelo seu desempenho no monólogo “A Lista”.

Em 2016 continua em cartaz com o espetáculo “A Alma Imoral” – adaptação da atriz, do livro “A Alma Imoral”, de Nilton Bonder – comemorando 10 anos de sucessos.

Além do espetáculo que continuará em cartaz por todo o ano de 2016, a atriz grava para o SBT a novela “Carinha de Anjo”.